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sábado, 15 de novembro de 2014

"'Trio d'ataque' já tem 10 anos e "é uma marca como era o domingo desportivo"

"'Trio d'ataque' já tem 10 anos e "é uma marca como era o domingo desportivo" Já teve dois moderadores, nove comentadores residentes, sete pontuais, entre os quais o atual autarca do Porto, e até um ator. Estes são os números e as figuras do programa da RTP Informação que lidera as noites de domingo.
OTrio d"Ataque tem uma grande virtude, que é ser controverso, mas sem gritaria." Hugo Gilberto, jornalista e moderador do programa que tem como comentadores atuais António Oliveira, Rui Oliveira e Costa e João Gobern, começa por definir assim o sucesso do formato dedicado ao futebol, que se estreou em novembro de 2004, no extinto canal NTV (que deu origem à RTPN e depois à RTP Informação). O mestre-de-cerimónias garante que o espaço de comentário "não foge às polémicas e aborda os temas palpitantes, só que sem berros". E acrescenta: "O programa já é um clássico e passou a ser uma marca da RTP, como era oDomingo Desportivo."
Hugo Gilberto, que sucedeu a Carlos Daniel há seis anos, defende que o sucesso de Trio d"Ataque passa pela "discussão do futebol sem amarras e tabus, mas de forma inteligente e trazendo para o diálogo pessoas de vários quadrantes da sociedade portuguesa [ver caixas]". O moderador realça ainda que, pelo Trio, como carinhosamente designa o formato, já passaram vários convidados, como os presidentes dos três principais clubes portugueses, selecionadores e até José Mourinho, em direto de Inglaterra, quando assinou pela primeira vez com o Chelsea, em 2004.
Trio d"Ataque esteve, durante sete anos consecutivos, nas noites de terça-feira. Em 2011, o formato transferiu-se com sucesso para o domingo, mantendo a liderança no cabo com uma audiência média de 110 mil espectadores. "Não temos culpa de que quem era líder ao domingo tenha deixado de o ser", atira o jornalista, referindo-se ao programa da SIC Notícias Tempo Extra (que, desde outubro de 2013, passou para as terças-feiras, sendo substituído por Play Off, ambos com Rui Santos). E é ao comentador concorrente do canal de notícias de Carnaxide que João Gobern, atual comentador benfiquista de Trio d"Ataque, não poupa críticas. "O programa da SIC Notícias tem a vantagem de ter como comentadores ex-futebolistas [António Simões, Manuel Fernandes e Rudolfo Reis], mas a este junta-se um corpo estranho, o Rui Santos. Ele tem um estilo que não me convence porque vê confissões e cabalas em tudo, só que depois não as consegue demonstrar."
João Gobern, sem entrar "em grande vaidade, mas sem falsas modéstias", realça que, ao fim de dez anos,Trio d"Ataque continua "a fazer sentido". E acrescenta: "Há um grau de sinceridade em relação ao que se diz e esse é o grande sucesso do programa." A mesma opinião é defendida por Miguel Guedes, que está a ser substituído por António Oliveira, mas que em janeiro estará de volta ao formato. "As pessoas estão fartas que lhes mintam na vida e o programa é verdadeiro", defende Guedes. O músico dos Blind Zero realça queTrio d"Ataque é um fenómeno que se tem pautado no respeito pelas pessoas e na paixão pelos clubes.".
Foi a paixão pelo Vitória de Guimarães, de que é adepto desde criança, que levou João Reis a aceitar o convite de Carlos Daniel e depois de Hugo Gilberto para comentar no Trio d"Ataque. "Estava muito nervoso", recorda o ator, acrescentando: "Aceitei o convite, mas não era a minha praia. Sou um simples adepto que sabe meia dúzia de coisas, não tenho a informação deles." O marido de Catarina Furtado admite, no entanto, que não aceitaria o papel de comentador residente. E explica porquê: "É preciso ter muita paciência, capacidade de encaixe e arcaboiço. Há sempre bastante pressão e ouve-se muitas "bocas"", afiança.
"Ao jantar raramente falamos sobre futebol"
Adepto do Benfica, condição na qual participou durante um ano no programa de comentário desportivo da RTP Informação, Júlio Machado Vaz tem uma visão crítica sobre este tipo de formatos. "Fazem sentido mas há uma cobertura exagerada na televisão por cabo. É a semana inteira!", denota o sexólogo. No entanto, e por razões afetivas", Machado Vaz continua a ser espetador assíduo de Trio d"Ataque. "É uma referência", explica.A passagem pelos estúdios do Monte da Virgem, em Gaia, na qualidade de comentador desportivo, pode ter sido curta, mas deixou boas memórias. Júlio Machado Vaz recorda os jantares com o painel de comentadores e com o moderador. "Ou quando íamos beber um copo, depois do programa, e ficávamos a conversar descontraidamente", lembra. Este ritual, em 2014, ainda se mantém. E todos os assuntos são permitidos à mesa, menos um. "Raramente falamos sobre futebol. Discutimos sobretudo política internacional, desde Angela Merkel a Barack Obama. Nos últimos quatro ou cinco domingos, andámos a discutir as eleições presidenciais do Brasil", revela Hugo Gilberto.
Jorge Gabriel faz parte da velha guarda do Trio. No primeiro ano de vida do programa incluiu o painel de comentadores, tendo regressado em 2013, saindo no final da temporada. O apresentador do programa da RTP1 Aqui Portugal elogia a transparência do formato moderado por Hugo Gilberto: "Ali não há gato escondido com o rabo de fora." Jorge Gabriel, que foi treinador de futebol, não rejeita um regresso ao comentário desportivo. "Voltar? Só se a RTP me pedir muito. Adoro futebol, a prática, a discussão tática e técnica, mas não gosto dos dirigentes."
Recém-regressado ao Trio d"Ataque, depois de uma curta passagem pelo formato da SIC Notícias O Dia Seguinte, Rui Oliveira e Costa descreve de forma bem humorada o retorno à RTP Informação: "Foi aquilo a que se chama no futebol uma transferência de verão", brinca. O adepto do Sporting não poupa elogios a Hugo Gilberto: "O sucesso do programa deve-se, em parte, ao seu excelente moderador. Eficaz e com bom senso." O professor de Ciência Política e responsável pela empresa de estudos de opinião Eurosondagem faz um saldo positivo da sua participação no Trio mesmo a nível pessoal. "Fiz três amigos, o Rui Moreira, o Miguel Guedes e o Hugo Gilberto. Só tive um problema com um dos comentadores, o António-Pedro Vasconcelos", recorda.
Programa de comentário desportivo que se preze tem de ter os seus episódios polémicos (tão bem documentados e replicados nas redes sociais). Rui Oliveira e Costa relembra a caricata saída em direto do atual presidente da Câmara do Porto... e revela o que aconteceu nos bastidores e que os telespectadores não viram. "Aquilo aconteceu uns minutos antes do intervalo. Fui à procura dele mas ele nem passou pela caracterização para tirar o pó-de-arroz da cara [risos]! No final do programa telefonei-lhe e fomos cear, para conversar um bocado."
Quem estava do lado benfiquista quando Rui Moreira abandonou o estúdio do Trio era António-Pedro Vasconcelos. "Eu estava a falar das escutas do caso Apito Dourado que denunciavam métodos de corrupção e ele foi incapaz de conviver com essas críticas", relembra o realizador. António-Pedro Vasconcelos apreciou a sua passagem pelo programa, mas lamenta que tenha havido "falta de fairplay". "No início era um programa de cavalheiros, mas no ano em que o Benfica ganhou o campeonato [época 2009/2010] os meus colegas de painel perderam a compostura. Foram incapazes de reconhecer que o Benfica tinha sido a melhor equipa", recorda.
Ao fim de uma década, Trio d"Ataque vai continuar a renovar-se. Sem levantar demasiado o véu, Hugo Gilberto promete novidades para 2015: "A partir de janeiro vamos ter uma nova rubrica".

Divulgadas novas imagens do acidente de Paul Walker

Divulgadas novas imagens do acidente de Paul Walker
Fotografia © D.R.

FOI DIVULGADO O NOVO VIDEO 

AQUI A BAIXO

Entretanto o site TMZ publico o relatório da autópsia do ator norte-americano que confirma que este não faleceu logo após o impacto do automóvel contra uma árvore. O médico legista determinou que além dos traumatismo, Paul Walker morreu também devido a queimaduras.Já o amigo do ator de 40 anos, Roger Rodas (38), faleceu devido aos traumatismos provocados pelo embate. O relatório refere ainda que o intervalo entre o choque e a morte de ambos os homens foi "rápido", segundo refere o site TMZ. Tanto Walker como Rodas tiveram de ser identificados através dos registos dentários.As investigações prosseguem, mas uma das teorias mais fortes é que Rodas terá perdido o controlo do carro ao passar por cima dos marcadores de plástico colocados na estrada. O TMZ explica que alguns especialistas defendem que a cerca 140 quilómetros por hora o automóvel pode perder tração devido a esses marcadores, com a agravante que o Porsche GT estava equipado com pneus de competição, ou seja com poucos sulcos.Paul Walker - que tinha uma filha de 15 anos - e o amigo faleceram no dia 30 de novembro quando regressavam de uma gala solidária. O ator ganhou notoriedade com os filmes Fast & Furious e estava a terminar o sétimo da saga (o sexto em que participava). O funeral realizou-se no sábado.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Dilma sofre novo revés na Câmara com convocação de dois ministros


Os ministros Edison Lobão (esq) e Neri Geller (dir) foram convocados pela Comissão de Agricultura (Foto: Agência Brasil e Reprodução)  Menos de 24 horas depois de impor a primeira derrota da presidente reeleita Dilma Rousseff após a eleição presidencial, a Câmara dos Deputados convocou nesta quarta-feira (29) os ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Neri Geller (Agricultura) a prestar esclarecimentos à Comissão de Agricultura da Casa. Ainda não há previsão de quando eles irão ao Congresso Nacional.
Lobão terá de dar detalhes aos deputados sobre a venda de 51% da Centrais Elétricas de Goiás (Celg D) à Eletrobrás. Já o titular da Agricultura terá de esclarecer por que sua pasta decidiu transferir para o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Minas Gerais a tarefa de realizar as provas de controle de qualidade oficiais em vacinas contra a febre aftosa.
Nesta terça-feira (28), na primeira sessão da Casa após a reeleição de Dilma, a Câmara dos Deputados derrubou o decreto presidencial  que estabelece a consulta a conselhos populares por órgãos do governo antes de decisões sobre a implementação de políticas públicas. Por meio de votação simbólica, os parlamentares aprovaram um projeto de decreto legislativo apresentado pelo DEM que susta a aplicação do texto editado por Dilma.
As decisões dos últimos dois dias refletem o clima de insatisfação na base governista por conta das disputas eleitorais nos estados. Alas dos partidos aliados estão descontentes com a falta de apoio de Dilma durante a corrida eleitoral.
Um dos episódios que tensionaram a relação do Planalto com a base ocorreu no Rio Grande do Norte. Derrotado no último domingo (26) na disputa pelo governo potiguar, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), atribuiu parte do revés ao fato de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter gravado um vídeo em apoio ao candidato do PSD, Robinson Faria.     Além da convocação de Lobão, o Palácio do Planalto sofreu outra derrota na Câmara nesta quarta. O PMDB reconduziu o deputado Eduardo Cunha (RJ) para a liderança da bancada na Câmara. Cotado para presidir a Câmara nos próximos dois anos, o parlamentar fluminense já liderou rebeliões na base aliada que impuseram derrotas ao Planalto. Ele foi reconduzido por unanimidade para a liderança do partido.
Outro tema incômodo ao Palácio do Planalto que pode representar mais uma derrota para Dilma é a votação do Orçamento Impositivo, que torna obrigatório o pagamento das emendas parlamentares. Os líderes dos partidos ainda irão se reunir no início da tarde para decidir se votam a proposta, que afeta diretamente os cofres da União.
Segurança Pública
À tarde, a Comissão de Segurança Pública aprovou requerimento convidando o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo a comparecer na comissão para "prestar esclarecimentos sobre o recorde do Brasil, no número de homicídios registrados".
O  documento, que em princípio pedia a convocação do ministro, é de autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS). A data para o depoimento de Cardozo ainda não foi marcada.